Hoje, no CEA (Centro de Educação Ambiental) na Quinta do Paiva-Marinhas decorreu a palestra/ação sobre o aproveitamento de materiais, o "use e re-use" de forma a sensibilizar as pessoas para a poupança de recursos com a redução de resíduos, evitando-se assim desperdícios desnecessários. Está previsto para o dia 2 de Fevereiro no Fórum Rodrigues Sampaio uma ação interessante sobre redes sociais e prevenção dos perigos ligados ao uso da Internet, um alerta importante para os pais e professores nos tempos que correm. Também no dia 15 do próximo mês, está previsto para a Escola Básica António Correia de Oliveira, a vinda do Prof. Pinto da Costa para falar de Educação de Jovens, com todo o espólio de conhecimentos que tem tal especialista, médico-legista, será concerteza muito interessante. Assim, espera-se para os próximos dias uma agenda cultural intensa. Aproveitem, meus caros concidadãos!
Reles Agenda!
Sem querer denegrir a imagem da localidade, a atual e nova cidade herdou da antiga vila, muitos edifícios devolutos. Se percorrermos a rua da Sª da Saúde encontrámos um enorme casarão a cair e na esquina com o Fórum Rodrigues Sampaio (Já na Rua Narciso Ferreira) outro casarão a desfazer-se aos bocados, nos antigos Bombeiros julga-se a aparência pelo mesmo diapasão, a sede da antiga ADE, bem próximo do Museu (Antigo Teatro) a mesma coisa, etc, etc. Os proprietários não têm dinheiro ou os edifícios foram completamente abandonados e é evidente que a Autarquia não tem capital para os comprar e os renovar. Foi política de habitação em Portugal, durante muito tempo, construir prédios novos e vivendas que enriqueceram muitos patos bravos, que se meteram no negócio da construção por ser tão auspicioso, quanto os empréstimos bancários com spreads de luxo e esqueceu-se de renovar/restaurar o edificado que já havia. Não se faz manutenção de nada, deixa-se simplesmente cair porque era mais fácil ganhar dinheiro com as novas construções. Pena é que se pense assim num país como o nosso, pois não teríamos qualquer monumento histórico que chegasse até agora intacto, com estes fariseus a vender almas. Pior ainda no urbanismo, são as garagens do Bairro Social, voltadas para a Estrada Nacional nº13, com um aspeto sujo, degradado, vidros partidos, graffitis e outras coisas mais, sobretudo "polícias cagalhões" encostados às paredes, tomando conta do caos. Não sei o que pensam os urbanistas qualificados da nossa praça relativamente a isto!? Como foi possível construir dezenas de garagens desgarradas das suas habitações e de costas viradas para uma estrada nacional, bom projeto, não foi? É este o aspeto que mais se parece com a marroquinada, observem as fotos que selecionei e não são as piores:
Palavras para quê, se uma imagem vale mais que mil palavras! Ah! Ainda fizeram aberturas nos muros para as pessoas passarem para o falecido Intermarché!Este improviso portuguesinho deixa qualquer Sisa Vieira ou qualquer Sotto Moura de boca aberta!
Reles Urbanismo!
Apraz referir sem segunda intenção, o excelente documentário criado por quatro jovens da Escola Secundária Henrique Medina que estão a participar no concurso nacional - nos@europe sobre a nossa terra. É um exemplo de inovação num tempo difícil e cujo desafio é mesmo, a recuperação económica e financeira do país. Se forem ao Youtube podem visualizar esse vídeo de excelente qualidade e já agora votem nele. Os miúdos concorrem com escolas de todo o país, como o Liceu Camões de Lisboa ou a Escola Secundária Francisco da Holanda (Guimarães - cidade-berço, que será nos próximos dias Capital Europeia da Cultura), entre outras. Observem neste post o vídeo que é um "mimo" à nossa identidade local:
No Auditório Municipal, teve lugar na noite de 14 de janeiro, pelas 22 horas, uma peça de teatro hilariante com duas artistas notáveis. Estas deram corpo a uma rábula sobre os tabus do sexo e puseram a nu, a desmistificação do tema sexual na educação dos jovens. Desde a sátira bem reproduzida à crítica sobre a falta de informação, o teatro ENTREtanto com "cotas em dia" inovou de forma consistente, pegando na forma como o corpo humano deve ser conhecido, na sexualidade responsável, na situação do aborto e na tipificação de conceitos como orgasmo, clitoris, coito, penetração, entre outros. As dicotomias de ceú e inferno, bem e mal, Deus e o Diabo estiveram presentes, como se de uma luta binómica entre o sexo masculino e o sexo feminino de resto se tratasse.
Neste mesmo dia, na praça do Pópulo, em Braga, começava oficialmente a consagração desta cidade como Capital Europeia da Juventude, que será marcada por mais de 14000 eventos distribuídos ao longo de meses, neste ano civil que há pouco tempo começou. Para inicar a minha digressão pela capital do Minho, conto visitar na próxima segunda-feira, o Departamento de Informática da Universidade do Minho e a empresa de programas de software Primavera, sedeada em Ferreiros. Gostaria ainda de visitar o Centro Ibérico de Nanotecnologia e outras referências atuais importantes da cidade dos arcebispos. Saliente-se que Braga deu a nível científico e tecnológico, um salto qualitativo muito grande e é por aí que se deve apostar no futuro dos nossos jovens. Temos de garantir sustentavelmente que há lugar para eles na nossa região, contar com o investimento que se fez neles, dando uma oportunidade a todos para que a nossa terra se desenvolva e garanta os postos de trabalho tão almejados. Esperemos que sim, em vez de andarmos tão almarados com as desgraças dos ratings!
Reles Juventude!
Penso que já não há "Janeiras" como dantes, apesar de tudo, um grupo solitário cantava ainda por cá, para amealhar algum dinheiro! O mês de janeiro marca o princípio do calendário e a tradição já não é o que era! A festa dos "Reis" acabou entre nós, pois os mal encarados governos democráticos usurparam a quadra festiva e como é sabido mais se prepara para extirpar aos festeiros, outras celebrações. Qualquer dia, os portugueses não comemoram nada, é só tristezas e dívidas, e pronto valha-nos o fado dos coitadinhos! Durante o período do Natal até pairou a ilusão relativamente aos senhores que trabalhavam na obra do Pólis na Marginal da cidade. Contaram-me que eles foram de férias e acredito que sejam prolongadas, assim quando voltarem de um dia para o outro, fica a obra feita com a magia dos fundos tão propagandeados! Tenho a impressão de que irão crescer ervas nos passeios levantados, ficam é certo, mais protegidos das pessoas que lá gastavam solas dos sapatos! Como se não bastasse, a vivenda dos antigos donos da "Molin", já falida noutra época, é agora entaipada pelas pseudo-máquinas da obra faraónica que Esposende precisava. Não sei quem é o ideólogo ou o politólogo com esta ideia brilhante, mas se calhar, até podia arranjar a Foz do Cávado, pois a época da lampreia está à porta e esta, com o assoreamento da barra torna-se pitosga, não entra no estuário! Até o meixão, vulgo enguia branca, tem dificuldade de investir na sua procriação com o rio assim! Esposende sempre viveu de ilusões e isto, é obra do além! Vem agora uma Parque Expo insolvente, ou coisa parecida, "arrotar postas de pescada", pôr os maçaricos e as gaivotas todas deslocalizadas dos seus postos habituais...onde é que se viu este filme? Só os mascatos se safam com a coroa da maré vaza, secando aquelas asas "Batman" ao sol fraquinho da estação marcada pelo afélio!
Afora, todas estas ilusões vamos às convicções:
Gemeses é uma freguesia de campeões, além de Teresa Portela na canoagem, há Paulo Gonçalves no desporto motorizado, estando este a ter uma boa prestação no "Paris-Dakar" realizado em terras da Argentina e Chile. Estas convicções trabalham-se com empenho, lutam-se por elas! São um exemplo abnegado de que querer é poder. Agora, meus amigos, fazendo um paralelismo, não esperem que nos venham dar coisas à portinha de casa e que um tal Pólis caia do céu para fazer milagres na nossa terra santinha. Ainda teremos de ser nós a repor o mal feito, a ideia enviesada e tola de fazer "omoletes sem ovos", como quem diz, fazer obras sem dinheiro, ou vencer sem nada trabalhar! Abram os olhos meus filhos, ninguém dá nada a ninguém, em tempos de vacas doidas! Por este andar, ainda vão aparecer as gaivotas tísicas, sem peixe e sem poiso para defecar um tal guano!
Reles Todo o Terreno!
Começou com chuva miúdinha para amenizar o frio que já vem de 2011! Ei-lo que chegou sorumbático! Começará com a subida de preços, destacando-se o pão, o café e a maioria dos alimentos, as consultas hospitalares, os combustíveis, os transportes e todo um leque variado de bens e serviços. Anuncia-se uma subida das pensões mínimas e não sei, se não será um bálsamo para os mais frágeis da sociedade. Teremos de nos adaptar a uma nova forma de viver e enfrentar os desafios que hoje começam! Mas, no Dia Mundial da Paz, a esperança é a última a morrer e como tal, vamos confiar na crença e no trabalho dos portugueses para superar as dificuldades! Este ano, irei salientar neste blog, problemas que afligem as nossas freguesias, evocar figuras típicas, escolher temáticas sectoriais ligadas às finanças, educação, ambiente, saúde, justiça, agricultura, pesca, indústria, energia e território. Uma vez por mês tratarei de falar de duas das 15 freguesias do nosso concelho, sobretudo das suas gentes, as histórias marcantes, tradições, fazendo até alguma pesquisa e pedindo a vossa intervenção para complementar ou retificar, se algo não estiver bem! Espero assim, tornar este blog mais coloborativo e/ou cooperativo, de forma a diversificar as opiniões sobre a nossa comunidade local em particular e sobre a sociedade portuguesa em geral. Desde já, faça tudo o que puder e estiver ao seu alcance, para tornar Portugal melhor e ainda, a sua freguesia mais desenvolvida. Desejo-vos um bom ano, esperando que todos o consigámos conquistar, já que afinal, é o ano que quase ninguém o quer... Vamos agarrá-lo com garra ou "ganas" de querer mais, porque querer é poder!
Reles Ano Novo!
Encontrei uns "Bota o ano velho fora" mais podres que 2011 e porquê? Não é que os malvados dos rapazes perderam o ator principal, deixaram-no cair da carrela abaixo! O ano velho, esse iam-no buscar combalido a casa. Dos quatro que topei, só reconheci o neto do Tonó, mas parece que já tinham uma boa maquia para irem à noite a uma festa XXL no "Fiesta Cubana" ou no Pachá! Todos enfarruscados, lá iam eles cantando, e como quem canta seu mal espanta, espera-se que o novo ano dê glórias ao nosso povo, pelo menos que não seja pior que este que está a dar as últimas ! Desejo a todos os assarapantados um bom réveillon, um feliz 2012 e para os que estão lestos a mesma coisa! Bom 2012, já que é um ano de 5, na numerologia deve dizer algo! Vejam os "Anos Velhos" em baixo e comam 12 passas, não se esqueçam de brindar até fazer borbulhinhas:
Reles Ano Velho!
É sabido que até aos Reis decorrerá uma mostra concelhia de presépios ecológicos, um pouco espalhado por todas as freguesias. Alguns escolheram jardins, coretos, cabanas, espaços mais ou menos estilizados e todos eles com ideias originais. No entanto, eu já elegi os meus preferidos e situam-se na freguesia de Antas, um deles construído no próprio dólmen (No monumento pré-histórico), próximo da igreja Matriz de Antas e o outro presépio, junto à capela de Santa Tecla na mesma freguesia. Este último tem a particularidade de ser feito em garrafas pet, garrafões de plástico, papel, cartão, panos, palha... materiais artesanais muito simples e que são muito económicos em tempo de menor folga financeira. Aliás, usaram materiais velhos e usados para brilhar entusiasticamente. São boas ideias e por isso, estou a parabenizar os seus promotores! Eis os presépios que muito apreciei:
PS: Veremos se amanhã, consigo eleger o melhor Ano Velho na sua típica carrela, no "Bota o Ano Velho Fora"! Já agora, um ótimo 2012 para você que leu este blog e para os seus entes queridos!
Reles Época do Bolo-Rei!
É preocupante o estado do Estado e da sociedade em que vivemos, cujo padrão de vida nacional irá deteriorar-se cada vez mais. Além dos larápios dos fios de cobre em Vale de Cambra, agregam-se endróminas da classe alta como a médica "mãos leves" em Lisboa, o professor bracarense a gamar gasolineiras, o engenheiro informático do Porto a roubar velhinhas e outros exemplos que chegam à televisão. Ninguém pode estar seguro com a anomia social em que se vive, com magistrados endeusados que abusam do seu enorme poder, com militares exaustos, ou escolas a romper pelas costuras, em que os professores estão cada vez mais desmotivados, ou mesmo, um SNS em risco de extinção, com consultas demoradas e taxas moderadoras elevadas. Acresce ao dito em retro, os advogados oficiosos confusos, os polícias sem meios, as autarquias endividadas, mais as obras públicas paradas como no Marão, também as empresas de transporte caóticas, os serviços incipientes, os despedimentos a crescer exponencialmente, enfim um país de pessoas excluídas e outras a emigrar para Angola, Brasil e Suiça. É o retrato de 2011, o mais negativo que se pode ter! Existem empecilhos à melhoria do nível de vida, entre eles está a corrupção, a desorganização, a ditadura da economia e aqui, destaca-se a dívida pública e o anémico crescimento económico. Para fazer face ao incomportável, estamos a vender o país, a leiloá-lo em praça, a privatizá-lo, a EDP foi o 1º caso, seguir-se-ao RTP, TAP, CP, GALP e todas as jóias da República. Na nossa terra, e por que a factura eléctrica é maior, o início de 2012 será marcado pelo apagão da iluminação pública entre a 01h30 e as 05h30 da noite, podendo a gatunagem roubar sem grandes estratégias. Já sabemos que cinco milhões de patifes podem desviar provisões e rendimentos a outros cinco milhões de honestos e desafortunados. É caricato, mas em tempo de crise, fala-se em gestão sustentada, lembrando que outros já evocaram no passado recente, as energias renováveis e uma tal gestão viu-se o que foi e a população nada ganhou com isso! Estou mesmo a pensar seriamente terminar com este blog, pois já não suporto a injustiça a aumentar e a hipocrisia a liderar. Estou convencido que se saísse o Euromilhões a cada um dos portugueses, ao fim dalgum tempo, com a boa gestão à portuguesa, voltariam à mesma desgraça de hoje. Penso que o país sofre de um mal incurável, isto é, tem patifes a mais para os parcos recursos naturais, humanos e financeiros de que dispõe! Somos uma "economia da cigarra" que dança com vaidade na época da abundância e que canta o fado do coitadinho e da vítima na época da escassez. Para já, uma sugestão, dediquem-se ao mandarim, ao russo e ao hindi porque com o português do Brasil nós entendemo-nos, basta ganhar sotaque! Ora bem, se acatarem a sugestão, ótimo, se declinarem, lamento, porque eu já não sei o que fazer num país às avessas!
Reles Guru!
Desejo a todos os meus amigos, leitores deste blog e reles simpatizantes destas leituras ortorrômbicas, estrôncias e por vezes ácidas, um Santissímo Natal (Com o Pai Natal a comer bacalhau na brasa e as renas a desembrulhar prendas!) e um Ano Novo carregado de emoção (Mais emoção só com a reposição dos subsídios e o fim dos cortes!) para vivermos em Paz e Amor! O meu postal de Natal é a foto que vos deixo em baixo, parece do Benfica e é uma homenagem ao "Pantera Negra" que está hospitalizado na Luz (Hospital, não é na Catedral!)! Brindem meus filhos, enquanto há champanhe e guloseimas!!! Que vos saia a "fava" para me pagarem para os "Reis".
Comentário Mafarrico: Que as luzinhas encarnadas inspirem a governação social-democrata! (Com esta cor, teremos mais meninas despidinhas, sem roupinha alguma, todas ao léu com a crise. Que pobrezinhas estão morrendo de frio na cama ). Papai Noel dá-lhes roupinha, mas levezinha!
Reles Papai Noel!
Quando estava distraído com a proposta de criação da agência nacional para a emigração (Paulo Rangel) e com a frase lapidar do Ministro da Economia, de que é preciso crescer para não deixarmos fugir os nossos jovens para o estrangeiro, senti-me um "allien" numa terra de gente espiritista que prevê de forma contraditória o futuro. Tudo boas notícias que nos dão motivação, a juntar ao Orçamento para a Educação que é o mais baixo da UE e de que os alunos portugueses são d os que mais "chumbam" (Temos uma carrada de "burros"!), Portugal tem menos de 20% dos jovens com o 12º ano em relação à U.E, que eu ando abenóxio com tanta formação. Mas, para quê diminuir a "jericada" dos livros em Portugal, se os jovens licenciados são os que menos emprego têm, quando comparados com aqueles que têm mais baixas qualificações? Depois, quis saber o que se passava no nosso concelho e fiquei torpe de números, temos mais 40% de adultos com o 4ºano de escolaridade, um nível de qualificações baixo, que vai de encontro à precarização que esta economia desregrada quer obter. Desiludido com a realidade, li num cartaz, o pedido de ajuda na Galeria Rodrigues Sampaio, com oferendas tipo brinquedos, roupas, sapatos, alimentos.... para as famílias carenciadas do concelho. Bem, não está contabilizado verdadeiramente quem mais precisa e se a ajuda não é uma ajudinha, mas por certo que não faltarão necessitados num concelho rural que é pobre! Espero que a solidariedade não fique só por estes dias festivos, ela deve ser praticada todos os dias, com gente extraordinária que faz o bem ao próximo, sem tirar proveito da sua gentileza. Depois do blog anterior, fiquei contente por ver luzinhas nas árvores da rua direita, o que melhorou substancialmente o espírito da época. Mas, árvore de Natal de dimensão apreciável é aquela que foi colocada em Cepães e que dá um brilho especial ao nosso concelho. Penso que é a maior árvore de Natal, mas na maior freguesia isso coaduna-se! Dizem que a árvore de Natal é algo que é pagão, então porque não optámos por presépios vivos, em que as pessoas fariam de figurantes de um presépio?! Pensem nisso!
Reles pouco arreliado!
Por estes dias, tem-se assistido a momentos de contenção financeira, com a sonorização das ruas comerciais, contrariamente à iluminação de natal a que nos habituáramos nos anos passados. Só o Largo Rodrigues Sampaio tem um pouquinho da quadra natalícia, com umas luzes que mais se parecem com a "Casa da Luz Vermelha", a mansão das "Tietas" dos classificados! Por enquanto, o Pai Natal desempregado está a pedir à Popota, uns "Pandoros" para a gente miúda! Com a gente graúda, os tradicionais jantares de Natal de empresas e instituições apresentam para os seus trabalhadores, magros cabazes de Natal, só com pão de ló ou bolo-rei, o que já não é mau de todo! Esposende também não é terra de chouriços, salpicões, morcelas e alheiras, mas faz uma feira para os apreciadores de fumados. Quanto às Antiguidades, essas feiras até são boas para se comprar prendas baratas para os amigos e familiares. Vamos ao menos iluminar as nossas almas penadas, pela mirra dos salários, pelo incenso dos impostos e pelo ouro em pó da pobreza. Está visto que dos três reis magos, calhou-nos o Gaspar que só nos pediu sacrifícios para bem do menino!
Reles El Niño!
Decorrerá por estes dias um workshop de dança no Ofir, para quem quiser aprender a dançar por exemplo, tango e hip-hop, bem como outras danças de salão! Os pés de chumbo como eu, não se aventuram a trilhar pés sensíveis de senhoras com pé de veludo! Portanto, os interessados da elegância do movimento procurem cultivar mais uns "pézinhos" e já agora, não passem pelo Millenium BCP que foi assaltado pelo gangue da rebarbadora. Se quiser levantar dinheiro numa ATM da área, pode fazê-lo no próprio hotel, pois tem um serviço desses no exterior. Cuide-se porque mesmo para os lados do Bib´Ofir e Pachá já houve "carjacking"! Polícias não durmam na forma, uma vez que não faltará tempo para haver mesmo "homejacking" e "streetjacking"!Ainda vai chegar o tempo de se criar brigadas ou milícias anti-roubo! Num país de larápios convictos, o "Zé dos Telhados" irá ser replicado "n vezes" e com mais mestria tecnológica. Será o "Zé das Tablets" ou o "Zé do I-Gamo"! Por mim, ainda irá aparecer uma "Dona Branca" a pifar os nossos dormentes pategos, prometendo escudos se ocorrer óbito anunciado do Euro. Olho aberto, meus caros, está metade do país a enganar a outra metade! Depois diga que dançou o tango e que veio um "rapper" troglodita e rapinou-o até ao osso do tutano, ou até ao esmalte dos dentes!
Reles Dancejack!
Mesmo ao lado do Café Vermelhinho, começou hoje, uma exposição de pintura, fotografia e novas tecnologias cujas personalidades não querem qualquer dinheiro pela venda das obras de arte. Esta exposição estará até ao dia 24 de Dezembro patente nesse pequenino espaço e o dinheiro das vendas reverterá para a Associação dos Amigos de doentes da Paramiloidose , vulgo "doença dos pézinhos"! Na quadra que se avizinha é um gesto de solidariedade muito bonito promovido por Joana Rosa, João Moreira da Silva e Rui Teixeira, os artistas promotores do evento. Desde já, afirmo que visitarei brevemente essa mini-galeria de arte.
Reles Arte!
(Crónica de uma deceção histórica)
Quando em 1986, Portugal passou a pertencer ao clube dos ricos, a dita C.E.E., Jacques Delors ainda sonhava com uma Europa Federal, sem fronteiras, unida num mercado único, em que o princípio da subsidiariedade, servia para assistir os estados mais frágeis, ajudando-os a desenvolver e a se aproximarem do “pelotão da frente”. Para o efeito, os fundos comunitários foram enviados para os países mais necessitados, e no nosso caso, ao abrigo de programas como o PEDAP e o PEDIP, e sem paralelo com outros países, chamaram-lhe “fundos perdidos”. Irlandeses, espanhóis e gregos não tiveram essa ousadia, receberam fundos como nós, mas nunca lhe deram esse epíteto, pese embora se saiba hoje, que os gregos também prevaricaram e bastante. Por cá, criou-se uma espécie de euforia, uma embriaguez para captar dinheiros fáceis, que estavam à mão de semear, um tal maná caído dos céus, que parecia nunca ter fim! Afinal, a C.E.E. era boa, dava-nos dinheiro, não existiam auditorias relativamente à sua aplicabilidade, davam-se formações profissionais duvidosas nas empresas, construíam-se autoestradas, IP (Como o IP4, um mau projeto que consumiu sem pudor dinheiros públicos e que agora exige correções para se gastar muito mais) e pontes como a Vasco da Gama ou a do Freixo. Fizeram-se ainda eventos à fartazana, num fausto inqualificável (Imaginámos um padrão de vida de ricos, pensando que já éramos desenvolvidos) como a Expo 98, o Campeonato da Europa de Futebol (Com estádios a mais, mas saúde, justiça e educação a menos), o “Master de Ténis”, o “ Porto-Capital da Cultura”, além de construirmos obras faraónicas como o C.C.B. em Lisboa ou a Casa da Música no Porto, um tal diamante. Os nossos governantes entraram em delírio, criaram uma metáfora eleitoral que foi chegando intacta até aos nossos dias, a tal da “obra feita”! Ora bem, “obra feita” com o dinheiro de outros países, o que deve ser um ato heroico para os nossos crânios dirigentes! Tornámo-nos ao mesmo tempo, mamíferos profissionais a receber subsídios, na babugem de receber sem esforço, ou sem trabalhar, abandonando muitas atividades produtivas nobres, como a agricultura ou a pesca. Quem nos dera ter engenheiros agrónomos ou simples empresários agrícolas, como tem a Holanda, quem nos dera ter engenheiros biólogos como a França, ou pescadores e armadores como a Espanha. Essas profissões são muito úteis à sociedade. No entanto, nós perdemos ativos no setor primário como se não precisássemos dele, enfim seguimos políticas erradas que nos fizeram aumentar o défice alimentar. Hoje, importámos cerca de 3500 milhões de Euros/ano em comida, um valor exorbitante e crescente porque nunca tivemos juízo! Deixámos de produzir, como se tivéssemos petróleo ou gás natural, para poder amortizar sem dificuldade. Fomos lorpas e ceguinhos, sem visão estratégica de futuro! E na bebedeira dos milhões que recebíamos, criámos a ilusão que vivíamos num “oásis” (Lembra-se Senhor P.R., Professor Aníbal Cavaco Silva?), talvez de betão, pois que os camelos eram os lusitanos que ainda pensavam na expressão o melhor aluno da C.E.E. A seguir, transformámo-nos em sapos (Talvez já pensassem no portal informático de Aveiro), basta lembrar a saída apressada do “pântano” (Lembra-se Senhor Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Engenheiro António Guterres?), porque foi a época em que mais se esbanjou na Função Pública e se perdoou dívida à Madeira. Foi a época do “queijo limiano” porque somos um povo que depressa perde a memória, se calhar por ter um “tino” amnésico! E no desatino dos Quadros Comunitários de Apoio, continuámos a receber fundos, criaram-se também “hospitais-empresa”, as autarquias escolheram para as suas obras, empreitadas à brava, para se fazer rotundas, auditórios e chafarizes e todos aqueles que completavam dois mandatos na política, tinham direito a reforma dourada (Luxos de um país que pensava ser rico?! Até existiram viagens-fantasma de deputados da nação). Após a salgalhada dos sapinhos, eis que chega, o homem do “Portugal de tanga” (Penso que nos chamou a todos de apaches)! Houve até críticos a chamar-lhe “cherne”. Coisa tão fina, pois que abdicou de nos salvar da herança pantanosa, para se tornar no primeiro “emigrante de luxo” do século XXl (Lembra-se Senhor Presidente da Comissão Europeia?), só comparável com o Mourinho e o Ronaldo. Dizia-se que era um prestígio para Portugal, já se está a ver o prestígio que temos hoje! Saiu do governo e escolheu bem o sucessor, surgiu então o homem da desconcentração administrativa por oito meses. Queria quase um ministério por capital de distrito e no entanto Portugal nunca se regionalizou! Lembro a expressão comparativa da época, estavam a “dar pontapés no bebé”! Com tanta confusão, o PR de então fez-lhe uma maldade, mandou-o à fava! Eis que surge um novo “salvador da pátria”, português com nome de filósofo grego, sonhou com um tal “choque tecnológico” e lá apareceu o “Magalhães” para as criancinhas brincarem aos estudos, computadores e quadros interativos nas escolas para confundir os professores, que já tinham perdido autoridade há muito tempo. Mas, o senhor engenheiro queria o TGV, o novo aeroporto de Lisboa e a 3ª autoestrada Lisboa-Porto (A maioria do povo também queria muita coisa, mas não tem!) porque não perdera a ideia bêbada e peregrina da riqueza. Criaram-se “empresas municipais” como cogumelos para se estropiar mais dinheiros, apareceu o “ajuste direto”, não se precisando de fazer concurso e sonhou-se com o “Simplex”, mas a máquina burocrática perdurara intangível. Vivemos décadas de embriaguez crónica, como aquele alcoólico que recusa um qualquer tratamento, porque não reconhece a doença! E de mentira em mentira, lá fomos vivendo iludidos, até extorquir todos os dinheiros que recebíamos, ficando no limiar da bancarrota, sem o pejo de dizer, falidos, como diz um gestor profissional da nossa praça, o líder da “Jerónimo Martins”- A. Soares dos Santos. E agora, temos o herdeiro da “troika” (A palavra mais ouvida, juntamente com dívida ou défice), aumentando impostos, subtraindo salários (E com o Subsídio de Natal taxado), multiplicando sacrifícios e dividindo-se os lucros pelos mesmos de sempre. Já se percebe que vamos ter uma década de problemas sérios para se ultrapassar, porque o país não cresce e não tem liquidez suficiente para competir no mercado global. E durante a golpada dos fundos, entretivemo-nos com os casos folclóricos que a Comunicação Social esquizofrenicamente repetia, “Casa Pia”, “Operação Furacão”, “A Universidade Moderna”, “Freeport”, “Apito Dourado”, o “caso dos hemofílicos”, o “caso dos sobreiros”, o “caso dos submarinos” e outros fait-divers que anestesiaram a população. Por um momento, ainda recente, com o PPC (Pedro Passos Coelho) até se pensou, baixar a TSU (Atualmente nos 34,4%, 11% cabendo ao trabalhador e 23,4% cabendo ao empregador nos descontos para a Segurança Social). Contudo, essa ideia poderia reduzir a taxa do empregador ou transferi-la para o trabalhador já precarizado que chegue, para se criar uma tal “almofada” que promovesse o emprego. A esse nível, talvez não fosse tão mau! A alternativa foi aumentar o IVA na restauração, pondo em guerra os pequenos empresários do ramo, que correm sérios riscos de insolvência. Como se depreende, o país saiu de uma magnânima fartura e entrou depressa em depressão, como se tivéssemos uma doença bipolar, pois começou a acordar para a triste realidade de um crescimento económico anémico. Um economista mediático, como Medina Carreira, até expressava radicalmente a ideia de que os governantes dos últimos 10 anos deveriam ser julgados criminalmente, não sei para quê, se a justiça não funciona! Aliás, deveriam prestar contas, todos os governantes dos últimos 25 anos, mas a inconveniência não pode ultrapassar a impunidade dos nossos políticos. Num país digno, políticos como Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Armando Vara ou João Jardim ter-se-iam demitido com as suspeições. Aqui, não! Os escândalos alimentam-nos de honra! Pobre país que acredita neste tipo de pessoas que tem lata furada, tratando o povo por paspalhos ou atrasados mentais. É certo pensar que a dívida pública resulta da corrupção, uma vez que não foi o vento que levou o dinheiro e criou os buracos financeiros na Administração Pública com as suas empresas, Banca com os seus desvios ciclópicos, Ministérios com estudos milionários e inúteis, etc. E o mais curioso é que foi preciso vir uma troica estrangeira para descobrir os “buracos financeiros” da Madeira e das Autarquias (A Autarquia mais endividada é a de V.N. de Gaia), do sector dos transportes (Só o Metro do Porto ronda os 5 mil milhões), das principais empresas públicas, etc. O gene do desperdício, da usurpação, da apropriação ilícita, da negociata e da corrupção está na massa do sangue dirigente e dificilmente o país irá mudar! Se calhar, os buracos detetados têm mesmo a ver com o dinheiro que o vento levou! Digam-me caros concidadãos, que ratinhos destes a surripiá-los, é pura imaginação do “Second Life”! Depois há chavões que nunca se desfizeram com o tempo, um deles diz que temos muita gente esperta (Xicos-espertinhos) e pouca gente inteligente (massa crítica), outro de que, temos um poder que é forte para com os mais fracos e é fraco para com os mais fortes, acresce ainda, aquele que diz, que temos elites ricas em palavras e pobres em atos. Depois, existem crises que são sempre pagas pelos trabalhadores, com subidas de impostos e descidas de salários. Quando era pequeno até ouvia dizer, que o rico ficava cada vez mais rico, enquanto o pobre, ficava cada vez mais pobre, ou que, se o mar batesse na rocha quem se tramava era o mexilhão, era como quem nos dizia, quando havia azar, o sacrifício era sempre para o mais baixinho na escala. E hoje não é assim?! O fator trabalho vale cada vez menos e o fator capital vale cada vez mais! Não haja dúvida que não há sentido de cidadania social, os que dirigem os poderes públicos não prestam contas e a impunidade existe para quem passa pelo poder e provoca danos irreversíveis pelas suas políticas. Chamem-lhe incompetência, falta de visão, dolo pelo prejuízo propositado ou não propositado que causam, má gestão, etc. Catrapiscando à direita ou à esquerda, o povo nunca estará seguro com estas criaturas do “tacho” e as incertezas para o futuro ficam impregnadas no ar! Não somos uma meritocracia, antes uma partidocracia caraterizada pelos favores, cunhas, influências e arranjinhos conchavados pelos mesmos que nos calcam e pisam nos impostos. Teremos futuro, como nação independente? Que rumo está o país a seguir? O que queremos para Portugal, alguém já se perguntou a si próprio? Afinal, quem somos e o que queremos num horizonte próximo de nós ou nos próximos 50 anos? Certo é que um tal “mix” denominado “Merkozy” (Merkel e Sarkozy) pensa que manda numa Europa a desintegrar-se e impõe políticas duras aos seus parceiros, em função dos mercados desreguladores de direitos e crente na alta finança especulativa. O mercado financeiro destronou o mercado monetário em que a Europa tanto acreditou! E hoje quem elege os governos europeus que deveriam ser democráticos é o mercado, gente anónima, sobretudo credores de grandes grupos económicos que se movimentam como camaleões na cena internacional. Não foi preciso um ato eleitoral para destronar o 1ºMinistro Grego, só por ele ter anunciado um referendo, afinal uma consulta popular ao seu povo. É isto a democracia da Europa? Não foi preciso uma eleição em Itália para escolher o sucessor do pitoresco Berlusconi que se demitiu, rapidamente surgiu o tecnocrata Mário Monti que foi lá colocado sem legitimidade popular! Afinal, não é preciso “Golpes de Estado” Senhor Otelo Saraiva de Carvalho, uma vez que se mudam governos exaustos de fracasso, num abrir e fechar de olhos, e numa Europa endividada cada vez mais comprada pela China em títulos de dívida soberana. Até já se fala na dívida da Alemanha, imagine-se como está a União Europeia! A China regozija-se com a falência do projeto europeu e com o impasse americano, que espera saber qual o rumo dos países do Velho Continente! A Europa rica, democrática e abundante como a conhecemos, acabou, definhou! A estagnação das economias europeias adivinha-se para breve e o “Euro” vai morrer sem chegar à fase adulta! A utopia que marcou os anos 60-90, quarenta anos de crescimento económico desapareceu do vocabulário europeísta! Afinal, ser “cidadão europeu” não nos dá garantias de nada, pois não conseguimos ter uma Constituição Europeia, quanto mais uma cidadania! Aliás, não há governo económico comum, política fiscal comum, PESC (Política Externa de Segurança Comum), etc. Como disse, o Professor Pedro Cosme Vieira, economista da Universidade do Porto, acabou-se a festa, é preciso reerguer Portugal e o segredo está em saber, como fazê-lo! Portanto, o delírio da grandeza está em vias de extinção! E por tudo aquilo que li, espera-se uma década difícil, onde todos teremos de trabalhar cada vez mais e ganhar cada vez menos (Claro que isto não dá motivação alguma!), uma exploração à maneira mercantil mais esclavagista, cujo modelo económico está nos gigantes asiáticos, China e Índia. O BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China – Economias Emergentes) terá uma palavra a dizer ao Mundo, e a nós, resta-nos pedir ao Brasil, uma proteção futura nos investimentos e no comércio externo (exportações), como o filho ainda novato que se autonomizou e cresceu bastante e que pode ajudar o idoso pai, carcomido pelos calotes, pertencendo aos PIIGS! Há sempre uma solução, mas o grande desafio é encontrá-la para garantir o futuro das gerações mais novas! Caro amigo, desde já me despeço, com a devida gratidão pela paciência que teve ao fazer esta leitura. Se não gostou, lamento tê-lo desiludido pela minha sinceridade e pela falta de crença nos políticos que temos. Espero que um dia me deem provas para voltar a acreditar no país e nas pessoas que o dirigem! Tenho a sensação que os ditadores de outrora voltaram vestidos ou camuflados de democratas, mas pensando do mesmo modo que há 50 anos! Infelizmente, ao invés de um desejado progresso, surge em força o retrocesso! A utopia europeia chegou ao fim e o delírio português afundou-se na insolvência de todo o tipo de valores! Estamos no fim da linha ou no princípio de outra? A resposta vai encontrá-la vivendo-a no dia-a-dia! Desejo-lhe coragem para encontrar o rumo certo e para tal, procure o GPS da vida mais fidedigno e criativo! Sinceramente, acredito pouco nas atuais lideranças europeias e na Cimeira do Desespero que está a acontecer em Bruxelas, não percepciono que resulte algo de positivo para nós e para a consolidação e/ou estabilidade do Eurogrupo! Boa Sorte Europa! É por ti que dobram os sinos, utilizando uma expressão significativa do poeta Ernest Hemingway!
Reles Assertivo!
Não estou a contar qualquer piadinha de mau gosto, ou a inventar qualquer "chaço" inadvertido, mas a "Esposende 2000" que gere o complexo de Piscinas de Esposende e Forjães, trata as suas águas com lâmpadas, onde se usam radiações ultravioletas. Estas radiações servem para exterminar germes, vírus, bactérias, algas e seus esporos, enfim toda a "bicharada" patogénica, capaz de criar problemas aos utentes das piscinas. Deste modo, faz-se a depuração da água, ou a higienização necessária para não haver contaminação, pelo facto de serem locais públicos bastante frequentados. Este "Reles" que sofre da "doença do mergulhador", que tem uma "exostose" (doença esquisita, não é verdade?!), se mergulhasse, não iria dar por nada, se fazem chichi na água, se vertem outras excreções, se roncam pelo escape ou têm borborigmos, ou se há algum(a) amigo(a) colorido(a) aos pinotes nas águas cloradas. Certo é de que as radiações ultravioletas, sobretudo as UV, tão nocivas, quando não devidamente filtradas pela camada de ozono, podem causar danos irreversíveis aos humanos, como melanomas e glaucomas. Porém, neste caso, a gama que é utilizada parece-nos um desiderato útil! Isto é um pouco, como o "bom ozono" e o "mau ozono"! O bom ozono é estratosférico e é um filtro importante e o mau ozono é troposférico, sendo produzido cá em baixo por nós, é irritante para a respiração, poluente e um gás de estufa. Gostava, no entanto, de saber, qual a frequência luminosa destas lâmpadas higiénicas para matar tais microrganismos. Estou admirado com esta evolução do "savoir-faire", pois, um destes dias, com os "tasers" dos GOI, ainda matámos bicharada à brava! Bem, moral da história: Há inovações na nossa terra e isso, é assaz positivo e há porcalhões cheios de códeas (cascão entranhado) que não tomam duche antes de ir para a piscina e não lavam as patas cheias de Sulfato de Peúga, vulgo xulé (Podem crer que há!)! Devia, se calhar, haver um monitor (Dava-se mais emprego a alguém!) só para verificar os presunhos das pessoas com bedum e assim se fazia uma desinfeção prévia com um diagnóstico muito rápido!
Reles Lâmpada de Aladino!
É com surpresa de embasbacar que vejo começar nesta época periclitante de dinheiros, uma obra que parece ser de requalificação no passeio pedonal Norte da Avª Eng. Arantes de Oliveira, vulgo Avª Marginal. Noutra altura mais afamada em capital, não estranharia esse tipo de obra, que não faço a mínima ideia de quanto irá custar. Investir mais do mesmo, parece-me mau sinal, se é para mudar alguma coisa que seja importante para o utente, tudo bem! Não conheço o projeto e não gosto de falar à toa! No entanto, julgo que não era uma obra prioritária para quem por lá passeava, corria, andava de bicicleta ou mirava a avifauna no rio! Dá-me ideia de que a avenida vai ficar mais urbana, desfazendo o muro de pedra, talvez substituído por aquele corrimão metálico da pontelha. Neste momento, estão desfazendo o pavimento calcário e não sei qual é a alternativa a esse desmantelamento. Será que vão fazer um corredor pintado de vermelho até ao Suave-Mar, exatamente como aquele que tem junto ao Pé no Rio? Não sei! Sei que uma das casas mais bonitas em tempos, está a servir de estaleiro para as máquinas da referida obra. O que vai acontecer a essa casa? Será destruída, para se fazer uma nova? O país é assim tão rico e o imobiliário estará num momento tão bom para se dar ao luxo de arrasar com uma vivenda na melhor avenida da cidade? São questões que vos deixarão curiosos, tal como a mim! Até pensei que iriam fazer uma ciclovia ou um corredor misto para bicicletas e peões! Vamos esperar pela realização de tal empreendimento para se poder opinar de modo mais seguro! Afinal, as autarquias têm dinheiro, não é verdade?! O dinheiro dos nossos impostos está nisto, passeios, rotundas, chafarizes, bunkers, estádios.... festivais e outras coisas mais! Viva a "marotroika" que nos fazem, e vá lá, continuem a assobiar o Dr. Miguel Relvas para não perderem os dinheirinhos do Orçamento de Estado que vos toca! O pior será quando o orçamento for deliberado em Bruxelas pelos alemães, a dita irmandade germânica da Senhora Merkel.
Reles Passeio Alegre!
Dezembro tem motivos de sobra para se fazer muitos posts. Este é o primeiro post no primeiro dia deste mês frio, que poderá ser a última comemoração da Restauração da Independência em dia feriado. Alguns iluminados lembraram-se que se poderia aumentar à produtividade do país, extirpando feriados civis e religiosos do calendário. Assim, como aumentaram 2,5 h semanais de borla ao trabalho semanal, já com um custo cada vez mais reduzido, também podiam aumentar o ano de 365 dias para 400 dias, concerteza que a competitividade lusa iria aumentar e muito! Eu não concordo com a retirada dos feriados, mas materializava o fim das "pontes" entre feriados que são para mim muito mais funestos em matéria laboral. Só não se conhecendo a história de um país, é que matrafonas culturais subtraem a importância de um dia célebre, como foi a libertação do domínio filipino e desse modo a restauração da independência. Já não há patriotas?! Porém, talvez existam iluminados que vendessem depressa o país, leiloando-o rapidamente, e isso não tenho a menor dúvida! Aliás, a própria instauração da República no dia 5 de Outubro nunca o retiraria como feriado, pois isso, é dar tiros nos próprios pés. Obviamente que os monárquicos estão felizes com essa decisão! Enfim, o futuro mostrará que essas decisões são estúpidas! Hoje, também se comemora o Dia Mundial da SIDA, uma DST que tem baixado a nível mundial. Por cá, acabou a linha SIDA com cerca de 18 anos e tudo motivado pela escassez de dinheiro. Também neste dia foi a enterrar uma ilustre personalidade da terra, o Engenheiro João de Oliveira Martins, que foi ministro das Obras Públicas num governo de Cavaco Silva, especialista em obras portuárias em França, administrador dos CTT, presidente de várias coletividades, etc. Oliveira Martins estava doente já há algum tempo, sofrendo da doença de Alzheimer e de outras complicações de saúde. Esposende recebeu este filho da terra num momento de pesar para a sua família e para os seus amigos. A partir de amanhã, começará o ET (Encontro de Teatros), com uma peça do GATERC e seguir-se-á na próxima sexta, uma peça da GATA (É a vez dos de Fão!). Este evento cultural deverá ser aproveitado por todos os amantes do teatro!
Reles Feriado!
Foi uma semana complicada, marcada por uma greve geral (GG=G2) dominada pela contestação social, por algumas infiltrações de pessoas radicais, indignados e outros ligados a movimentos anti-globalização. Convém dizer que no cômputo global correu tudo bem e não houve mortes! O país está adormecido ou conformado para os tempos difíceis que virão, a tal ideia de inevitabilidade, de que não vale a pena lutar por que se pensa no melhor para si ou para os seus! É o tradicional fatalismo lusitano que bebe na fonte do fado de um povo triste e amargurado, cuja alma negra perdurará e não conseguirá conquistar a desejada felicidade. Ficará contido na sentida saudade daquilo que foi bom e jamais voltará a esse tempo de bonança. Amália Rodrigues até chorava a cantar, até que a voz lhe doesse, não era assim?! Noutra cantiga, mostrava a essência de um povo que lavava no rio e talhava as tábuas do seu caixão. Nem de propósito, o tempo atual é mesmo de enterro e falta de esperança! Chegados ao fim de semana, o fado é categorizado pela UNESCO como património imaterial da Humanidade, um título que deixa o "ego coletivo" do português orgulhoso e reconhecido internacionalmente, como sendo expressão de vida, lição de cultura, canção urbana e marca histórica! Apraz registar a dignidade portuguesa, que muitos cantaram nas noites bairristas, onde as janelas não conseguiram silenciar os poetas (Ary dos Santos, Pedro Homem de Melo, Alexandre O´Neil, António Gedeão, Camões...) e os grandes navegadores da 1ª globalização. Em caravelas muito frágeis transportamos a alma lusa, o sentimento nobre de um povo, um tesouro da Humanidade. Como tal, quero parabenizar um dos nossos grandes símbolos - o Fado! Por cá, fez-se uma reflorestação na Sª da Guia-Belinho, numa semana conhecida como da floresta autóctone, o que me deixou particularmente contente com esta atitude ambientalmente positiva. No jornal "Expresso" corria a notícia da eólica flutuante da Aguçadoura, vinda da Lisnave-Setúbal, que se vê no nosso litoral e que representa um investimento da EDP renováveis, cumprindo o desafio 20-20-20, ou seja, reduzir 20% das emissões de CO2, incorporar cerca de 20% de energia renovável na produção de eletricidade e tudo isto até 2020. No Hipermercado Continente-Modelo,em Gandra, muitos voluntários entregavam sacas plásticas, para quem quisesse contribuir solidariamente para ajudar os mais necessitados de uma sociedade que é cada vez mais exclusiva. Essas doações destinavam-se ao Banco Alimentar e o que vi sensibilizou-me bastante! Nunca é demais ajudar os mais pobres, a miséria envergonhada, os necessitados encapotados que não dão a cara por vergonha. A Sociedade Civil tem de acordar para as grandes causas. A solidariedade faz parte da alma lusa! Mais importante que uma Tablet Android, um I-Pad, um I-Pod, um I-Phone, é um I-Help!
Reles causas!
Hoje, dia 23 de Novembro de 2011, ocorreram dois eventos de meada a nível cultural. O 1º reporta-se à conferência do professor jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que também lecionou no Institute College de Londres e que decorreu no Auditório da Escola Secundária Henrique Medina, o Professor Manuel António Barros. Este é um ilustre esposendense, catedrático no campo da Física, sendo de realçar os seus trabalhos no âmbito da ótica e dos campos eletromagnéticos. O 2º diz respeito à edição de um livro no Oceanário de Lisboa, um "Guia de Campo" sobre a fauna e a flora marinha de Portugal, cujo autor é o biólogo Vasco Ferreira, pertencente ao Fórum Esposendense. Este livro é uma obra ímpar sobre a costa marítima portuguesa(Continente, Madeira e Açores) e será o guia europeu da biodiversidade mais atual e único de bolso em Portugal.
Quanto ao primeiro evento, o professor Manuel Barros, de forma humorística, demonstrou a importância de falcões-peneireiros, tubarões-martelos, borboletas monárquicas, morcegos, rodovalhos, colibris, balsas, tartarugas, entre outras espécies, na construção de inventos tecnológicos. O falcão-peneireiro que consegue fazer um "air-race" mais avançado que aqueles aviões do "Red Bull", os tubarões-martelo que pelos seus sensores laterais têm um maior alcance sobre a concentração de cheiros relativamente às suas presas, o colibri que consegue bater asas, cerca de 52 vezes por segundo, a tartaruga com a sua visão periscópica que consegue captar pombas, fazendo lembrar pela carapaça os tanques de guerra, as migrações de borboletas em 4 gerações,percorrendo milhares de quilómetros, as camuflagens do rodovalho, etc. O professor falou dos elementos mais leves que o ar, o hidrogénio e o hélio, a construção de balões (Conde Zeppelin) e de aviões (Desde o Trident ao Concorde, do Caravel ao Boeing, ou do DC ao Airbus...), da medição das distâncias e da luz.
Quanto ao segundo evento, este realizou-se na sala VIP do Oceanário, onde o Eng. Paulo Sá e Cunha, Vice-Presidente da Agência de Inovação, apresentou o livro do biólogo e mergulhador, escrito em 5 línguas. O acervo apresenta 500 fotografias, retratando cerca de 460 espécies marinhas que ocorrem nas regiões costeiras de Portugal.
Por último, convém referir a deslocação ao Parlamento Europeu de alunos do 12ºano, juntamente com dois professores da Escola Secundária Henrique Medina, depois do prémio conquistado no concurso Euroescola em Lisboa. São mais-valias culturais que merecem o destaque da semana pela positiva e que eu faço questão de enfatizar neste post.
Reles Cultura!
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