Tenho para mim que há sempre uma explicação para as coisas ditas impossíveis. Não é uma situação peregrina, mas a minha visão ao fim-de-semana costuma estar apurada, quando um "Ferrari", marca de topo, passa na Avenida Marginal a ronronar o seu motor potente. Não conheço o dono, nem sei de onde vem e para onde vai. Não tenho inveja a quem detém poder económico para comprar uma máquina tão bonita, nem quero porfiar o mérito das pessoas! Porém, faz-me confusão, o aumento das situações desesperantes das famílias endividadas e a falta de liquidez que leva à entrega de muitas casas à banca, sobretudo por crédito malparado ou penhoras, quando existem bólides como aquele "Ferrari" que tão só, custeavam as dívidas de muitas pessoas para manter os seus pertences essenciais, como dariam estabilidade por certo tempo. Eu sei, não se pode pensar que a vida seja justa, ela é dura para quem nasce num berço de palha e macia para quem nasce num berço de ouro! E as desigualdades à nascença normalmente perduram durante a vida, a menos que saia o Euromilhões. Não conheço ninguém que tenha enriquecido pelo trabalho desempenhado com honestidade, o "DNA" económico resulta do gene dos progenitores ou de ilicitudes. Com o tempo aprendi que a mudança pode conter subtilezas. Uma dessas subtilezas foi a passagem da Estalagem Mira Rio para Hotel duas estrelas, designação nova em hotelaria, mas de acordo com os articulados legais. Diga-se de passagem que é uma mais-valia ter na oferta turística mais um Hotel, ainda que minúsculo, do que ver desaparecer edifícios emblemáticos, como foi a Nélia, em pleno coração de Esposende (Um edifício gangrenado pela "balda das últimas gestões")ou a residencial "Acrópole". Face ao comodismo humano, onde passam os carros há mais comércio e mobilidade populacional e a propósito disto, desde que se fechou a Rua Direita aos veículos, para dar prioridade aos peões, modelos de novos arquitetos e engenheiros, essa rua simplesmente morreu! Julgo que esta subtileza deixou exangue o comércio local, que acrescido do fator multiplicador das grandes superfícies ficou o pequeno retalho mais empobrecido. Comércio à parte, constato que todos os fins-de-semana desde Abril a Maio e próximo do promovido Mira Rio, se pode mirar pequenos aviões a levantar voo, a aterrar e outros, em acrobacias mirabolantes, com loopings de endoidecer a "moina". Mas, a minha "caiximónia" pensou de imediato:
Então, já que não há Parque da Cidade que surja nesse local, nem antevejo para breve, construa-se um "aereomodelódromo" e aproveitem a antiga estação da GALP desativada para hangar desses miniaviões telecomandados. Sem parcimónia alguma, é uma ideia como outra qualquer, maluquices quem não as tem?
Reles a mirar aviões! (PS: Se ainda fosse um "avião" de duas patas, duas manápulas e uma fronha larocas!)
Há poucos dias atrás, encerrava portas, uma estação dos CTT com mais de 100 anos, tal aconteceu precisamente na vila de Fão. O que está a ocorrer no país e um pouco por toda a parte, é uma vergonha nacional. Os postos de trabalho em qualquer profissão estão hoje em perigo, ninguém está seguro no seu local de trabalho, exceto os profissionais da política! Nunca mais do que hoje, a canção de Zeca Afonso tem tanta razão e credibilidade, os vampiros sugam o povo até ao tutano. Por isso, ele cantava "eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada"! Começa a escassear o dinheiro e o sustento das famílias é posto em causa. Deste modo, a espiral recessiva tende a aumentar e não se vêem medidas que ponham fim ao aumento do desemprego. Os ventos de mudança na Europa são apenas uma esperança vã, porque a "Nikita" alemã-Merkel mantém o discurso da austeridade puro e duro! Não vejo a Grécia mudar de diapasão, nem a França de Hollande com força para demover o discurso reinante desta União Europeia mais atomizada que unida. Para já, os meus sentidos pêsames ao povo de Fão que perdeu um equipamento importante a que estavam habituados há mais de um século. Se o país estivesse regionalizado, isso não aconteceria! Mas, como o poder central tem cada vez mais força, não serão inauditos mais encerramentos de estações dos CTT, repartições de finanças, tribunais, escolas, hospitais , maternidades, etc. O país vai fechar para obras ou para liquidação total como nos saldos Pingo Doce com promoções a mais de 50% para os capitalistas que comprarem as nossas empresas (A filha de Eduardo dos Santos, por exemplo!). Portanto, segue dentro de momentos mais fechos apressados, de isto ou daquilo, habituem-se populações pasmadas e inofensivas!!! O precipício é já ao virar da esquina! (Clica na palavra esquina e vê os cartoons da crise). Como dizem os fangueiros, já vejo tudo de esquinetra!
Reles CTT!
Hoje, Dia da Mãe, 1º domingo de Maio, é marcado por uma tradição ímpar, a procissão do Senhor de Fão, que só acontece de 4 em 4 anos, com a saída do santo do seu Templo! A vila de Fão engalenou-se para a celebração e durante toda a noite, os fangueiros bairristas entapetaram as ruas com flores, desenhando os diversos motivos alusivos à tradição secular. Nunca o emaranhado de ruas estreitas e com recantos castiços esteve tão bonito para a solene festa. Os bombeiros aperaltaram-se a preceito, os anjinhos calcorreavam a pé as ruas, dando-lhe um tom lilás, identitário da devoção ao Bom Jesus. Muitos curiosos fotografavam os tapetes, rua acima, rua abaixo, beco aqui, beco ali, dando uma imagem de gratidão aos orgulhosos fangueiros que vivenciam o momento com intensidade. As fotos que eu apresentarei em rodapé neste blog, elucidam esta festa tão singular e rara do nosso concelho.
Também hoje, os habitantes de Vila-Chã, os residentes do nosso planalto, deslocar-se-ao a Belinho em romaria (Uma espécie de peregrinação local)mais precisamente à Sª da Guia e trazê-la para a sede concelhia - Esposende. Posteriormente, serão os habitantes da paisagem urbana a devolvê-la ao seu nicho residencial, a capela onde permanece todo o ano. E por falar em Belinho, há algum tempo atrás, decorreu concretamente nessa freguesia a procissão dos enfermos, considerada uma celebração muito antiga, que vem desde o início do século XX. Como se depreende, estamos num concelho onde as tradições religiosas são muito relevantes, as quais empolgam as nossas populações, cumprindo a herança de valores que foram transmitidos por entes queridos, pais, avós e bisavós. E relativamente a isto, considero importante que as nossas localidades preservem as nossas tradições mais sagradas.
Veja as fotos do dia:
Tapete em construção, tendo o coração como tema da devoção ao Senhor de Fão!
Uma autêntica flor, tal como a roda da vida, junto à Pastelaria Fangueirinha e à Rua dos Godos.
Junto dos Correios de Fão e próximo da Pastelaria Clarinha, o cálice e a inscrição do nome JHS.
A cruz na pirâmide dos valores essenciais na Avª Henrique Barros Lima.
No tapete diz -"Eu vim para que tenham vida". Rua que dá acesso ao Hospital da Misericórdia.
A caminho do Templo do Bom Jesus.
Reles Festeiro!
Estão a ser abertas novas vias no concelho, infraestruturas de mobilidade das pessoas, que ligarão Cepães a Outeiro e o Ofir aos Lírios. Por um lado, a força das novas urbanizações, por outro lado, a necessidade de tornar mais acessível certos lugares, criando novos nós na rede filigrana de estradas que temos no Minho. Assim, alguns caminhos antigos de acesso aos campos e ao pinhal dão lugar a estradas, conferindo mais urbanidade e modernidade às populações, acrescentando mais valor aos locais. Vejam então, as novidades nas fotos:
Reles Vias!
Clica no site sublinhado do Youtube!
Se há restaurante onde tenha comido bem, com manjares deliciosos, foi precisamente no "Cantinho dos Lírios", um lugar de Fão, a meio caminho entre o centro da vila e a Bonança - Ofir. Mas, também é para esses lados, não muito distante do Parque de Campismo, que eu acampei as minhas vistinhas, com a curiosidade de cidadão e não a de um energúmeno contra a cultura de um povo. Então, pasmei incrédulo ao observar o estado em que está a "Necrópole de Fão". É um bom mictório de gatos e um bom sanitário de cães (Vulgo, um lugar de cagatório, onde o "poio" é sentinela de vigia)! As tumbas lá estão, pedra aqui e ali, cobertas de um manto de ervas daninhas, sem a devida acuidade que mereceria o local. A cultura é tratada assim, pois mesmo ao lado, já proliferam urbanizações ou condominios de luxo, que não obedecem respeito às relíquias históricas de um passado tão remoto! Lugares para estacionamento também abundam, mas dar uma solução à Necrópole é que não! Terá que ser a Junta de Freguesia a reinvidicar uma solução, senão mesmo os fangueiros. Não se vai interditar a zona envolvente à construção de infraestruturas, mas é preciso pensar no que fazer com aquele espaço de culto. É bom que não surja como no Egito, uma "cidade dos mortos", onde os vivos residem por cima das lápides dos desaparecidos deste mundo. Este condomínio aberto para os vivos por cima com um condomínio fechado para os mortos por baixo, é uma comunhão bizarra de um necrotério aproveitado para abrigo de tantos desamparados da vida. Não se trata do caso de Fão! Não obstante, dizer que se tem uma necrópole e depois devolvê-la ao desmazelo e à falta de atenção, não interessa a ninguém. Para se otimizar o património histórico é preciso manutenção e dar a conhecer os achados arqueológicos às pessoas em geral. Sei que Fão tem um museu novo em "folha", trasladar objetos para lá pode não chegar, incluir o espaço no património da vila será provavelmente o melhor, ou mesmo, o desejável. Vamos lá tratar das tumbas com mais respeito!Reparo que não há qualquer sinalização que indique onde fica localizada a necrópole. Enquanto se espera por alguma coisa, a necrópole lá está abandonada e por isso, olhai os líricos das tumbas, ou dos campos de sepulturas a fazer as suas queixinhas. Ó, que pena, chamaram-me lírico!
Reles Tumba!
Caro concidadão, eu não questiono o volume de obras que está a decorrer na cidade. Não quero refletir sobre quais as prioridades, mas gostaria de deixar claro, o que penso sobre o binómio benefícios/custos. Para além da obra do Pólis, há obras nas Avenidas Rocha Gonçalves, Dr. Henrique de Barros Lima, Sozende, Correios e prolongar-se-á segundo creio, ao Bairro Social, entre outras. Quais são os benefícios? Em primeiro lugar, a requalificação das vias, os novos arranjos que irão dar uma nova estética, a nova iluminação, etc, etc. O programa "Urbi", penso que tem essa designação, corresponde a uma candidatura que foi ganha pela edilidade, ganhando então fundos comunitários para empreender essas obras. É óbvio que choca, num período crítico, subtrair rendimentos (salários) aos trabalhadores e ao mesmo tempo fazer-se uma despesa desta envergadura. Mas, se as obras fossem refutadas ou recusadas liminarmente, perdiam-se os fundos e tudo ficava como dantes. Para os trabalhadores da construção civil (setor desesperado, neste momento) tem o condão de lhes garantir emprego, pois sem uma carteira de obras para se cumprir, despedem-se trabalhadores e isso, é bastante negativo porque o desemprego está em crescendo. Se calhar, a maioria dos esposendenses agradecerá ao Presidente da Câmara pelo investimento que se está a fazer. Contudo, há sempre "Velhos do Restelo", a denegrir, quando serão eles próprios os primeiros beneficiados com a transformação de Esposende. O comércio tradicional está numa agonia lenta, o turismo está parado e as inovações não abundam por forma a captar gente que nos visite. Uma marginal (Avenida) melhorada será mais atraente ou não?! É evidente, que gastando dinheiro comunitário, os fundos não são dados ou perdidos, isso foi a fantasia de anos a fio de muitos portugueses. Nós endividámo-nos com estes fundos! E isto, julgo ser um custo adicional para o contribuinte, que observa na sua sostrice contemplativa, obras agradáveis, mas que hipotecará certamente o futuro dos seus filhos. Ora bem, se se faz algo, é-se dinâmico, se não se faz algo, as pessoas não têm raça e são condenadas pela inércia, paralisia ou estagnação. É tudo um problema de escala! Obras como o TGV ou o aeroporto internacional de Lisboa custariam muitos milhões ao erário público, mas obras de dimensão local como as nossas, serão possivelmente uma migalha! É claro que se todas as câmaras municipais fizerem o mesmo que a nossa, concerteza que isso, vai ter um custo total superior ao do TGV. Mas, se não aproveitámos as migalhas, então não teremos pão! Tudo é um problema de escala, por exemplo, se 2 milionários usufruírem de 6 mil milhões de Euros e ninguém lhes cobrar taxas ou impostos (Por exemplo, o governo a protegê-los), eles ganharão cerca de 3 mil milhões cada um. Mas, se 6 milhões de pessoas usufruírem de 12 mil milhões de Euros (o dobro dos dois milionários), tocará a cada pessoa 2000 Euros. Cobrando mais impostos a essas mesmas pessoas, ficará pouco para as despesas diárias. Mas, o que se tem observado, é que se retira dos 12 mil milhões parte do capital para a governança e para o social, porque se considera mais dinheiro do que aquele que foi ganho pelos dois milionários. Este problema de escala tem um efeito preverso, num capitalismo dito global. Até é discutível e imoral, fazer que não se percebe de problemas de escala. Não se pode poupar centenas de milonários do sacrifício coletivo de um país e sacrificar milhões de trabalhadores com cortes progressivos. O capital dos trabalhadores não é gordura, é o sustento das famílias! Resta saber que despesas são consideradas bons investimentos?! Receio que se gaste só por gastar, porque de obra feita pelos políticos portugueses está o país endividado (E não prestam contas por prejudicar as populações!)! Francamente, não sei até que ponto certas obras são necessárias! Se for para ganhar escala, acho bem! Se for para aproveitar apenas o capital, não se tornando reprodutivo de felicidade humana, acho mal! Lembro-vos que para se investir (Já não falo de boa ou má aplicação) é preciso criar riqueza, pois se investirmos com dinheiro emprestado, julgo que é para pagar mais juros no futuro! Estamos num tempo que ninguém dá nada a ninguém! Usufruam da Revolução Urbana de Esposende e do 25 de abril, dentro das possibilidades de cada um, pois claro!!! Eu, não me chamo Medina Carreira, nem sou mau agoiro, apenas quero alertar para todas as possibilidades que deverão ser bem refletidas!
Reles Revolução!
Os radicais do desporto em bicicleta, tiveram este fim-de-semana, uma prova-rainha da modalidade. Já consta do "pedrigee" local, a realização destas provas velocipédicas todo-o-terreno. Milhares de ciclistas visitaram à custa deste evento, a cidade de Esposende, o que é louvável porque faz movimentar cafés e possivelmente a restauração. Todos "Kitados" com bebidas isotónicas, barras vitamínicas, câmaras de ar sobressalentes, os "adrenalinas" não paravam quietos, um minuto que fosse necessário. Estavam ansiosos pelo arranque das corridas, demonstrando o fervoroso ambiente que existia no momento! Assim, desde a prova do dia anterior "X-Treme" digo eu, à maratona e meia-maratona de domingo comemorou-se uma década de corridas de BTT. e por isso, parabéns aos promotores deste evento desportivo! Reparei que alguns atletas levavam câmaras de filmar nos capacetes, outros simples máquinas fotográficas, já não falando dos que gostam de levar LED´s nos quadros da bicicleta, dando a ideia de que já existem "BTTUNINGS". Há para todos os gostos, obesos e trinca-espinhas, atletas preparados e sujeitos aventureiros, queimadores de calorias e aficionados da causa. Neste mesmo dia, paralelamente às bicicletas, junto ao Café Vermelhinho ocorria um encontro de motas "Harley Davison", com motards entusiasmados que faziam gosto de provocar fumarada e ruído motorizado. Mas, os mais bravos da "puralina" foram mesmo os BTT conforme se demonstra nas reles fotos.
Reles Bicla!
Descobri por estes dias, que a maior freguesia de Esposende, encerra em si mesma, ruas e avenidas com nomes muito interessantes. Não sei se os marinhenses, alguma vez já pensaram na origem de vários topónimos. Por exemplo, há uma rua chamada Conde de Madimba (Não sei se tal nome não é de origem africana), mas descobri que uma casa abrasonada lhe pertenceu, infelizmente os atuais donos substituiram o brasão por um azulejo com o S.João Bébé, que até me pareceu ser do Menino Jesus. A referida casa rústica, toda em granito, fica na rua de S.João. Depois, descobri nomes muito curiosos, a rua da Agrela e a rua do Agrelo e questionei-me, o que sustentará a diferença de género. A primeira fica em Cepães e significa que a rua atravessava uma área de cultivo (Agra= zona de cultivo) e que culminou no diminutivo agrela (campo de cultivo pequeno), a segunda fica em Rio de Moinhos, numa pequena porção de terra arável, provavelmente ligada a um ribeiro. No mesmo lugar, surge a rua da Praia Seca, que sugere uma "praia levantada", onde há vestígios do contacto com o mar. Em Rio de Moinhos, lugar onde existiram muitos moinhos, para se fazer pão, há ainda a rua de Penalves, um nome estranhissímo. Qual será a origem de tal designação? Fica a seu cargo essa investigação! No lugar do Monte, há a rua das Carneiras, um nome impróprio pois segundo os moradores, deveria chamar-se a rua dos Carneiros. Carneiras, são as pequenas capelas mortuárias dos cemitérios. Já outros nomes não são enganosos, como a rua da Bouça do Monte, que se liga ao pequeno arvoredo que aí existiu. Também há a rua da Devesa que significa uma área cercada por muro ou árvores. Depois, existem na freguesia nomes ligados à extração/exploração de barro, pedra, terra ou água, como a rua do Prado, a rua da Mina, a rua da Fonte da Telha, a rua da Pia ou a Avª da Lamela. Em Góios há topónimos curiosos como a rua de Altamira (É um nome ligado à arte pré-histórica) e às grutas asturianas. Qual a sua origem? Já não é estranho surgir a rua do tanque (não faltavam no lugar tanques para lavar roupa). No lugar de Outeiro, conflui para a Gatanheira, a rua da Pega, provavelmente ligado a essa ave canora e não às meretrizes da vida mundana. Em Pinhote (Lugar ligado à floresta de pinus-pinheiros), surge a rua da Azenha Choca , que teria a ver com uma azenha de água menos boa ou imprópria, ou quiçá uma azenha mais fraca. Perto do Mar e por que as Marinhas tem uma origem marítima com ligações às salinas (Por isso, nomeadas de marinhas) há a rua da Robaleira (Provavelmente, os pescadores que pescavam robalos) e ainda a Rua da Pedra do Homem , um marco marítimo. Marinhas também tem a rua do Marco (marco de lugar) e ruas ligadas a santos, como S. Miguel (O patrono), Sª da Paz, Sª das Neves, S. Roque, Sª da Saúde, S. João, S. Sebastião, pois correspondem às igrejas/capelas de cada um dos lugares.
Reles Topónimo!
Com aguaceiros e vento frio está o "cardápio" de festas para este fim-de-semana em Fão. Os fangueiros engalenam-se para os festejos, não faltam barracas de doce sortido, carrosséis, arraial disseminado pela Avª Dr. Henrique Barros Lima e iluminação cintilante até naquela casinha junto à estrada nacional nº13. Recordo a "verbena" que se fazia há anos atrás para comer uns caldos verdes com "torinhas", o jogo do copinho e a "porrada" de criar hematomas até às orelhas. Como sempre haverá foguetório à noite (Não sei se na ponte devido à crise!), matraquilhos, música, para além da procissão solene na 2ª feira. Como tenho uma "costela" fangueira nos genes, segundo a minha mãe, os meus cromossomas estão ligados às "Cónegas" (Julgo que eram filhas do Cónego Ferreira) que moravam entre a antiga Escola Primária e a Igreja Matriz, manda a tradição que visite o santuário durante este período e não vá só para observar o tapete de flores no templo religioso. Há 50 anos atrás, a minha avó e a minha mãe visitavam a prima "Jardelina" na vila de Fão, participavam mesmo na devoção de fé, mas também na compra de clarinhas e cavacas (Não sei se na época já existiam folhadinhos!). Dizem os populares que o Senhor da Cruz em Barcelos, o Senhor de Matosinhos e o Senhor de Fão eram todos "irmãos", mas não é verdade, é o mesmo Cristo, conforme as localidades. Então, o que se diria do Senhor Santo Cristo nos Açores? Porém, este fim-de-semana o que está mesmo a dar é Fão! Por isso, vá para lá "bombar" como dizem os jovens de hoje! Para não ser apanhado de surpresa, talvez por alguma rusga da GNR à paisana, se estiver a jogar a vermelhinha ou ao montinho, leve consigo o novo cartão que lhe sugiro, olhe que não é o CU (Cartão Único) é o CP(Cartão de Pobre) emitido pela Troika! Ora, observe com olhinhos anti-miopia:
Reles a "Bombar"!
Na vila de Apúlia já está a funcionar o Centro Hortícola de Vendas, disciplinando os produtores locais que normalmente perfilavam na estrada, para vender os seus produtos agrícolas (hortaliças, batatas, cebolas, cenouras, alhos, nabos, frutas, etc). Assim, quem vai pela antiga estrada dos marinheiros em direção à praia, encontra este novo centro muito arranjadinho, com locais marcados por vendedor e destinados à compra de produtos frescos. Aquele caos no acesso à A28, entre o cemitério da freguesia e a estação de serviço que tem o restaurante de franchising - "Pedra Alta" está neste momento sem vendedores que se prostravam nos tradicionais estrados à espera de consumidores ocasionais. Pelo menos, foi possível organizar, sem molestar o tráfego automóvel. Na freguesia vizinha de Fonte Boa há dois pavilhões geminados que formam a "Agrozende", um armazém destinado também à venda de produtos do campo, muito parecido com aquele que se construiu em Barqueiros. E a organização dos nossos produtores é precisa e se calhar, com o aprofundamento da situação débil do país, teremos que equacionar depressa o regresso à terra! Não somos ricos, os portugueses têm de cair na realidade e ter jovens agricultores não é defeito, é uma qualidade, que o digam holandeses ou dinamarqueses. Devemos pensar cada vez mais no setor produtivo, tanto mais que a nossa balança alimentar é deficitária, o que traz custos acrescidos às importações de alimentos. Se podemos produzir por cá, para quê gastar à toa? Podemos e devemos ser sustentáveis para criar condições ao nosso futuro. Outra mais-valia agrícola é a "Estufasminho" situada na vila de Fão, um equipamento já dalguma dimensão e que também é relevante para o apoio à agricultura. Lembrem-se que o concelho de Esposende não é industrial e que tem muita ruralidade à mistura. Observem o inédito, apesar de termos uma cidade e três vilas, também se equaciona a fusão de freguesias e até os habitantes da antiga "Águas Celenas" já têm placards manifestativos do "Não" à extinção de Fão! Por mim, juntava Fão e Esposende e chamaria "Espofanus" ou "Fanuzende"(Uma espécie de união de facto entre Fanus-Fão com Esposende). Suponho que os bairrismos vingarão e essa fusão é impossível de acontecer! Já agora por que não unir Porto e Gaia, ficaria Portogaia (Uma cidade até de maior dimensão!)?! Ou até mudar a capital para Coimbra, sempre ficava mais central! Já não suporto a centralização deste país e por isso, sem regionalização, temos tudo o que merecemos! Bem feito, hem!!!
Reles Ruralesco!
A segunda-feira de Páscoa é marcada no nosso concelho pela visita anual dos poveiros às nossas matas para fazerem os seus tradicionais piqueniques que coincidem com a Festa do Anjo! É só vê-los estender as mantas e toalhas pelo chão, as cadeirinhas e todo o farnel improvisado para comerem no pinhal ao sabor da natureza. Espera-se sempre que não sujem, ou melhor não deixem espalhados os restos das comezainas na mata de Ofir, no areal da Barca do Lago e pinhal adjacente (Sobretudo na margem esquerda, do lado de Fonte Boa). Alguns dormem a sesta outros jogam, enfim é um espaço de convívio interessante que se transmite de geração em geração! Desde já, deixo uma recomendação aos urbanistas e paisagistas, pensem num bom parque de merendas no pinhal de Ofir, para além do que existe na Bonança. É evidente que é preciso pensar muito bem no assunto porque é preciso disciplinar a população visitante para certos procedimentos ecológicos.
Reles Anjinho!
A semana santa que tem por temática a "Paixão de Cristo" deve ser considerada para os cristãos, a principal festa religiosa, muito mais do que a celebração do Natal. No entanto, Esposende mantém a tradição secular destas cerimónias religiosas com muito custo ou com sérias dificuldades. Nas procissões do Encontro, Ecce Homo e do Enterro há sempre muitos irmãos voluntários e isso é de louvar! Contudo, a minha reserva ou reparo vai para o seguinte:
É muito feio, quando a procissão chega à Igreja Matriz, vinda obviamente da Igreja da Misericórdia e os irmãozinhos deixam os estandartes encostados às paredes do fundo da igreja e vem cá para fora fumar o cigarro, falar, comer amêndoas, outros até passear pelas galerias Rodrigues Sampaio (Com opas e sem opas). Não se leva a cerimónia a sério, teatraliza-se o momento porque é bonito dizer à sociedade que se é praticante católico-apostólico-romano. Eu prefiro não ser praticante do que hipocritamente demonstrar aquilo que não se é! A maior parte, não sabe o que está a fazer, tal como o farricoco Paulinho do Pézinho ou o Pedro da Mila que vai acompanhando algum estandarte ou bandeira há muitos anos. Que eu saiba, na tradicional e famosa semana santa de Braga, não há farricocos deste tipo e leva-se tudo a sério sem qualquer farisaísmo. Acho e não quero julgar ninguém, de que existem muitos fariseus nas procissões de Esposende. Por certo, se Cristo fosse vivo, correria muitos a chicote! Depois, já é tempo dos senhores padres pregadores se atualizarem, não estão a falar para velhinhos/velhinhas e analfabetos como acontecia há 30 anos atrás. Hoje, há mais estudos do que no passado e perdoe-me o mau gosto do pregador falar em sucesso dos jovens que hoje estudam, como se todos fossem religiosos. Há outras crenças, há ateus, há agnósticos e até há aqueles que não se definem em coisa alguma e tem sucesso nos estudos. Depois, falar de purificação por causa dos pecados, continuar a insistir na teoria do sofrimento para salvar almas, dá a ideia que Deus era mau! Mas, as palavras judaicas-cristãs dos padres deixam transparecer isso! A maior parte da "curia" continua a pensar que as pessoas são tapadinhas, não é verdade!? Depois, há os escariotes que são capazes de trair à primeira, mas indo de pau na mão durante a semana santa, pode-se dizer que tem o ano religioso ganho e estão perdoados pela população faminta de gestos religiosos bem vistos, talvez menos em bons atos diários. A sociedade mede muito a aparência, mas não mede a triste realidade do dia-à-dia! Não quero entender a dinâmica destas organizações, a irmandade da Misericórdia que veste de negro, a outra irmandade que veste de vermelho, as corporações de escuteiros, jovens católicos, bombeiros, bandas de música e outras. De qualquer modo, as pessoas são livres de professar uma crença, mas não se esqueça do valor do ecumenismo e de outros valores sociais. Reitero que a hipocrisia esconde outros valores e que para se ser um bom humanista e um bom universalista não é preciso ser católico! Para si, religioso ou não, uma Boa Páscoa!
A pedido de moradores mal dispostos, quiçá heliófilos, a rua situada entre a Praça dos Bombeiros e o cruzamento dos correios viu num ápice, desaparecer as árvores, já grandes, que lá existiam. Houve o cuidado de trasladar várias dessas árvores, não se conhecendo o novo destino das mesmas. Mas, também se cortaram algumas na extremidade da rua e não sei porquê. Não imagino qual foi o critério de salvar umas e de matar outras. Eu sei que em Esposende há sujeitos poucos amantes do verde, que gostam só de betão. É a filosofia do empreiteiro selvagem que já ganhou muito dinheiro no nosso pequenino concelho. Certo é que essa rua está mais luminosa, mas perdoem-me a opinião pessoal, ficou mais feia!
E já agora, este desabafo: Eu comparei a obra do Pólis que está a ser executada com primor e a obra da Avenida do Hospital que também decorre a bom ritmo. A primeira é executada com limpeza, a segunda, os trabalhadores sujam com as máquinas a Marginal e de forma espantosa. São diferenças substanciais de como se trabalha. Bem, pavimentar uma estrada não é mesma coisa que construir passeios ou ciclovias, mas podiam ser mais limpinhos. São filosofias de trabalho pois, há "trolhas" ou operários da construção que são asseados no que fazem e há outros que são habitualmente porquinhos porque as empresas não inovaram.
Reles Atenção!
Esperei pela data certa, para não parecer uma mentira ou um engano próprio do dia 1 de Abril. Na Igreja Matriz ocorreu um concerto soberbo dos jovens "pequenos cantores". Não faltaram pessoas a assistir à boa música por eles tocada. Mas, em matéria de toques, já é "habitué" o festival de bandas em Belinho. São bandas de música, cujos saxofones, trombones, clarinetes e instrumentos afins tocarão músicas populares até esgotar todo o reportório! Belinho não é só "Aço", "Café do Che Guevara", "Mentes Raras", "Quinta do Paraíso" e "Sª da Guia", é também música. Para quem gosta do estilo, aconselho a ouvir o que é bom! Desde já, peço-lhe que não espatife o seu tempo de crise em compras supérfluas, invista no som!
Reles Música!
A nova reforma administrativa prevê a extinção de muitas freguesias no país, entre as quais, se inscreve pela mão do governo, a localidade de Curvos. Na "curvatura" de uma encosta, situa-se esta freguesia limítrofe com o concelho de Barcelos (Vila Cova). É terra de laranjas, quintas soalheiras e do vinho S.Cláudio e reclama em seu abono, a sua continuidade histórica como freguesia independente. Amanhã, 31 de Março irá manifestar-se a Lisboa contra a ideia peregrina de Miguel Relvas, apagar do mapa nacional, a freguesia de Curvos. Os curvenses sentem-se feridos na sua honra e eu declaro-me solidário com eles. Não me parece que seja este tipo de reforma que poupe dinheiro ao país. As juntas de freguesia não delapidam recursos e os seus representantes eleitos democraticamente quase não ganham nada, quando comparados com as cúpulas do Estado ou com as Câmaras Municipais. Julgo que esta falácia custa a ser entendida!
Vamos apostar na sua continuidade, é a esperança que todos têm!
Reles defensor dos pequeninos!
O último dia de Março será celebrado a nível mundial como sendo a "Hora do Planeta". Assim, durante uma hora, e à noite, serão apagadas as luzes pelos aderentes a esta iniciativa que reverte a favor da Terra, que tanto sofre com o aquecimento global, ou os estropícios causados pelo homem, de que a poluição, os incêndios e a sobrexploração dos recursos naturais são paradigma da malfeitoria humana. Eu tenho a firme certeza que as luzes irão apagar-se na minha casa, talvez não seja por 60 minutos, uma vez que a minha irmã faz anos nesse dia e eu terei que me contentar com as velinhas acesas do seu bolo de aniversário. Porém, numa iniciativa da E.P.E., Esposende Ambiente e quiçá de grupos de ecologistas, convidam-se os habitantes das nossas freguesias a comparecer com velinhas acesas na praia de Ofir. Num estilo Zen ou em busca do Nirvana poderão sentar-se no branco areal de Ofir para contemplar a eólica flutuante no mar, cantar, namorar e até pedir à Mãe Natureza, a benção dos astros. Estão todos arrolados para tal meditação metafísica, saborear a maresia e escutar os sons do além! E acabo esta preleção com este reles convite a favor do Planeta Verde! Não o deixe queimar ao ponto de se transformar em Planeta Cinza! Conserve o azul celeste da Terra, o pôr-do-sol de tom laranja, os capilares fluviais que espalham a água, os solos acastanhados que nos dão alimentos, as montanhas com as suas paisagens, as florestas que revitalizam o ar que respirámos ou a imensidão dos oceanos!
Reles Earth Hour!
Caros concidadãos, não é uma crítica, mas Esposende transformou-se num verdadeiro estaleiro de obras, e por isso, apelidei-o de Estalozende. Depreende-se que na avenida Eng. Arantes de Oliveira iremos ter uma ciclovia e que teremos mais uma pontelha, agora a ligar a Praça da Lampreia, com vista para o Forte S. João Baptista, e a Marginal. Um arsenal de máquinas circula também na Avª Rocha Gonçalves, outra obra a decorrer numa artéria emblemática da cidade, precisamente a do hospital. Esta terá piso novo e todos os cantos dos separadores ajardinados estão a ser arranjados. Esposende está a passar por uma revolução urbana!
Na vila de Fão, próximo do Hospital da Misericórdia, houve um acidente grave, em que dois carros bateram de frente e um deles se incendiou! É bizarro numa área tão movimentada, um acidente com aquele impacto, mas aconteceu! E por falar em incêndios, o concelho vizinho arde e por detrás do S.Lourenço há uma nuvem densa de fumo que a todos afeta. Senhores alérgicos, com a quantidade de partículas e pólenes presentes na atmosfera cuidem-se, pois esta Primavera será necessário usar com mais frequência anti-histaminicos! No fim-de-semana passada em que eu estive presente na Meia Maratona de Lisboa, ocorreu a festa do sexto aniversário de um grupo folclórico- "Danças e cantares das Marinhas" que honrará o nosso concelho muito em breve, numa digressão pela Bretanha - Nantes e pela Córsega.
Pelas praias tem havido limpezas e o calor primaveril parece mais de calor estival, portanto aproveitem a semana santa para se relaxar junto ao mar!
Reles Coisas!
A semana que terminou foi de grande valor musical, com a presença de músicos de Escolas Superiores e/ou Conservatórias estrangeiras como a de Bruxelas, Amesterdão ou Valência. Terminaria na sexta-feira com músicos lituanos no Fórum Rodrigues Sampaio, onde tivera lugar o Festival Harmos. Tive pena de não estar presente nesse evento por me encontrar na Corunha, mas de certeza que foi de grande nível. O dia 17 foi marcado pelo Dia Internacional de Poupança da Água e está anunciado para o CEA um workshop sobre como poupar água, conhecer a nossa pegada hídrica e entender a importância da sustentabilidade hídrica. Vem tudo a propósito, quando 80% do nosso território já se encontra num estado de seca terrível. A Esposende 2000 irá promover corridas pela montanha, margem de rio e praia em freguesias do nosso concelho como Forjães (Abril), Curvos (Maio) e Fão-Apúlia (Julho)! É de enaltecer esse programa de corridas, acrescendo a isso, a corrida de BTT, conhecido por Encontro Luso-Galaico, uma edição habitual no nosso concelho. Congratulo-me com estas iniciativas que conferem mais-valias ao nosso concelho!
Reles Impressão!
A última semana foi marcada por uma miscelânea de muita coisa! Março é o mês dos paladares, habitual na gastronomia caseira, ou melhor, nos "sabores de mar"! Porém, os sabores também passaram pelo Centro de Educação Ambiental onde houve uma oficina de formação dedicada aos saberes da cozinha. A chefe Ilda Costa e o Engenheiro Rui Castro foram os formadores. Mas, a semana que finda não ficou por aqui! Vinha eu da SC-UT-28 (Parece matrícula de carro, mas é a A28, ou a falecida SCUT), quando deparei com bombeiros a retirar óleo de uma rotunda próxima da Solidal. Pelo que me apercebi, muitos motards estavam próximos do local e uma boa mota estava a ser levada por um rebocador. Um acidentado motard numa rotunda é estranho, no entanto tudo é possível! Também reparei que havia uma cortina de fumo espessa que vinha detrás do Monte de Faro e que soube mais tarde que era de um incêndio que tinha deflagrado em Vila Cova. O que se me oferece dizer neste momento, é que já ocorreram mais incêndios este Inverno que em todo o Verão do ano passado. Estamos num país exíguo marcado por uma severa seca, em que a pouca cidadania é dominante, não é verdade?! Vamos longe e por bom caminho! Como se não bastasse, uma casa de venda de ouro foi roubada em pleno dia, no centro de Esposende. Os larápios já roubam os locais, onde outros iguais vão vendê-lo! Trata-se de uma ironia num país que vai perdendo a vergonha na cara! Estou a caricaturar a realidade! E por falar em caricaturas, do meu antigo professor de Matemática - Dr. Alceu Vinha, falecido há muitos anos, encontra-se exposta no Museu de Fão uma mostra das suas artes no papel, falo das caricaturas que ele fez! O "Dr. Alceu" era um Homem de grandes potencialidades e julgo que merece essa homenagem póstuma ao brilhante génio que foi! Os seus conterrâneos estão, de certo modo, a ser gratos a uma pessoa muito inteligente para a época! Eu subscrevo essa sentida homenagem! No fim de semana que terminou, os cayaks navegaram no Cávado, um evento desportivo promovido pela Esposende 2000 que vai dando cor ao rio, pois não são só os "guarda-rios" e os "patos" a colori-lo! Por fim, uma palavra para a "BTTmania" que tem mais uma casa de venda de bicicletas "Low Cost" , refiro-me à "KTM" junto à nova dependência da CGD em Outeiro-Marinhas. E assim vai a minha terra, é este o seu pulsar!
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